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A Psicologia no Centro Sénior

26/10/2017

A sociedade portuguesa, à semelhança do que se verifica na grande maioria dos países desenvolvidos, encontra no aumento da esperança média de vida um conjunto de desafios que têm implicações em diversas esferas (e.g., socioeconómica, familiar, social e de saúde). Atualmente, em Portugal, 26.6% da população tem mais de 65 anos mas, até 2050, esse valor deverá ultrapassar os 40%. Deste modo, e seguindo a mesma tendência, o debate em torno da qualidade de vida e o bem-estar dos idosos tem vindo a afirmar-se como tema central nos vários quadrantes políticos e também,  privados.

Os psicólogos, considerando a sua formação, saber científico e conhecimentos teórico-práticos sobre o comportamento da pessoa ao longo do ciclo vital, os aspetos cognitivos do envelhecimento e o impacto psicológico e social do envelhecimento, assumem-se como poderosos aliados das instituições públicas e privadas que prestam serviços a essa população.

No caso concreto do Centro Sénior da Santa Casa da Misericórdia de Vizela, que integra o Lar Torres Soares, o Lar Privado, o Centro de Dia e o Serviço de Apoio Domiciliário, o psicólogo socorre-se de várias técnicas como a avaliação, o psicodiagnóstico e a escuta terapêutica, sendo que esta última em particular tem-se revelado uma ferramenta crucial para a terceira idade, fomentando o bem-estar, a qualidade de vida, bem como o equilíbrio psicológico dos utentes.

O psicólogo tem ainda como principais funções, junto dos utentes, intervir nos processos de perda e luto, assim como em situações de problemas de saúde psicológica como a depressão e ansiedade; auxiliar os idosos na adoção de comportamentos saudáveis no seu quotidiano; actuar sobre os processos demenciais e nas mudanças do estilo de vida e do comportamento a eles associados; gerir a adaptação a mudanças e fatores de stress relacionados com a idade ou contexto.

Por último, ainda que não menos importante, destaca-se o desenvolvimento de planos de estimulação cognitiva individuais ou em grupo, de acordo com a necessidade dos utentes, sendo que o segundo se traduz na realização de uma atividade de estimulação cognitiva, de periodicidade semanal,   com vista à promoção de um envelhecimento ativo, saudável e bem-sucedido.

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